Ativistas são presos e agredidos na Argentina

Ativistas que cultivavam para produzir óleo foram presos pela polícia; em uma das ações, jornalista da THC foi agredida por um proibicionista que denunciou cultivo.

Uma série de ações proibicionistas na Argentina, que levou a prisão de ativistas pró-legalização e até de agressão a jornalistas, trouxe à tona novamente a discussão sobre a cannabis no nosso país vizinho. Para quem não sabe, o ativismo neste país é muito forte, embora as leis de lá não sejam muito diferentes das que constam em nossa Constituição.

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O primeiro caso envolve uma das principais ativistas da Argentina, Adriana Funaro, que teve a casa invadida por policiais após uma denúncia de um vizinho , na cidade de Ezeiza. Ela foi presa e teve todas as suas plantas apreendidas (um total de 36), além de sementes e vários frascos com óleo que tinha preparado para distribuição aos pacientes.

Nesta mesma ação, o vizinho X9  que denunciou o cultivo, identificado como Héctor Osvaldo Laporta, agrediu a repórter da revista THC Lúcia de Souza Madeira.

Ação policial que resultou na prisão de ativistas (Reprodução / THC)
Ação policial que resultou na prisão da ativista Adriana Funaro (Reprodução / THC)

Em outra ação, a polícia apreendeu as plantas e prendeu o ativista Lautaro Ferraro, da Associação Cultural Jardin Del Unicornio. Lautaro tem uma growshop, e também teria sido preso após uma denúncia anônima. Na ação, os policiais quebraram a porta da casa, e, mesmo com o desespero da mãe do acusado, que pedia para ver o mandado de prisão (o que não foi mostrado), eles prenderam o ativista e apreenderam todas as suas plantas. 

Essa onda proibicionista começou no ano passado. Em outubro, outros dois cultivadores foram detidos por um mês e 20 dias em uma prisão na cidade Cruz del Eje da província de Córdoba, onde seus dreadlocks foram cortados e deixados carecas. Na batida surpresa, foram apreendidas cinco plantas de maconha e alguns frascos com flores.

Todas estas ações mostram que a Argentina, bem como o Brasil, ainda está bem, mas bem atrasado mesmo quanto às políticas públicas que envolvem a cannabis, tanto o uso medicinal quanto o social. Mostram também que proibicionistas imbecis existem em todo o lugar, e que a melhor forma de combatê-los é por meio da difusão de mais verdades sobre a maconha. Verdades que veem de pesquisas cientificas, não por mentes tolidas pelo medo e preconceito.

A Macô lamenta profundamente estes casos, e se oferece para ajudar no que for necessário – mesmo que seja apenas divulgando a realidade da cena argentina para os brasileiros. 

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