Califórnia preparada para legalização total da cannabis

Cidades de todo estado norte-americano já se adequaram para comercializar a erva de forma social a partir do ano que vem. Uso medicinal já era legalizado há duas décadas.

Por já ter centenas de dispensários de cannabis desde que legalizou o uso medicinal, há 20 anos, várias cidades da Califórnia já se consideram prontas para o início da venda para usuários sociais (recreativos), a partir do ano que vem. A expectativa é que este novo mercado canábico possa gerar até 1 bilhão de dólares por ano.

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Algumas cidades já se encontram mais bem posicionadas, como Los Angeles, São Francisco e Alameda, que registraram as maiores arrecadações em impostos dos dispensários de maconha para fins medicinais no ano passado, de acordo com o Conselho de Equalização da Califórnia.

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De acordo com a legislação de lá, parte dos impostos arrecadados vai para o fundo geral do estado, e as cidades também levam partes para seus próprios orçamentos. Com a ampliação da legalização, o estado poderia arrecadar centenas de milhões de um novo imposto de consumo, enquanto os municípios recolhem seus próprios tributos e tarifas para engordar seus fundos gerais.

Por causa das incertezas em torno da maconha, que continua sendo ilegal segundo a legislação federal, as estimativas sobre o dinheiro que poderia ser gerado na Califórnia variam. A receita tributária estadual e local proveniente da maconha poderia totalizar mais de US$ 1 bilhão anualmente em meados da década de 2020, segundo o Gabinete de Análise Legislativa, um órgão não partidário do governo. Este seria um aumento de mais de dez vezes em relação a 2016, quando os dispensários de maconha com fins medicinais geraram cerca de US$ 82 milhões só em impostos de venda, de acordo com o Conselho de Equalização.

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