Cultivo medicinal da Paraíba também atende pacientes de Pernambuco

Com autorização da Justiça, ABRACE mantem cultivo para produção de óleo em João Pessoa (PB). Mas 60 famílias de Recife (PE) também são atendidas pela associação.

Quando a Justiça da Paraíba concedeu permissão para a Associação Brasileira de Apoio à Cannabis Esperança (Abrace) cultivar maconha para produzir óleo, talvez não soubesse que esta decisão beneficiaria não só pacientes deste estado, como de outros do país. Como o caso de dezenas de pernambucanos, que, anida sem uma entidade representativa que forneça este tipo de atendimento, buscaram no estado vizinho ajuda para conseguir fazer o tratamento com cannabis.

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Atualmente, a Abrace tem cerca de 600 pacientes associados (sendo 60 pernambucanos), que são beneficiados com esta decisão da justiça. Reportagem do Diário de Pernambuco registra o drama da família de Alice Mucarbel, dois anos e oito meses. A menina tem síndrome de Aicardi, uma doença genética rara. Antes de começar a usar medicamentos, Alice tinha cerca de 300 convulsões por dia. Com o uso do derivado da maconha, os episódios diminuíram para no máximo quatro.

“Quando usava os medicamentos convencionais, ela passava o dia dopada. Não conseguia interagir e não se alimentava. Agora, Alice sorri, se alimenta e balbucia palavras como ‘mamãe’, ‘vovó’, ‘não’ e ‘papai’. Isso não tem preço”, ressalta Aline Mucarbel (foto acima), mãe de Alice.

Sobre a decisão
A juíza federal substituta da 2ª Vara Federal da Paraíba, Wanessa Figueiredo, tomou a decisão que permite a Abrace manter o cultivo e manipulação da maconha. A magistrada considerou que a medida decorre do “direito à saúde e da garantia da dignidade da pessoa humana, constitucionalmente assegurados”. A julgadora também considerou o custo da importação dos medicamentos à base da Cannabis que pode chega a R$ 1 mil por mês

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