Empresa vende doces de maconha nas ruas de Nova York

Publicado na Folha de S.Paulo (02/07/2015)

Cinco vans têm circulado por Nova York durante o verão vendendo pirulitos na rua e entregando em domicílio. Cada doce custa US$ 5 (R$ 15) e pode ser consumido em diferentes sabores: “sonho azul”, “moça rosa”, “gota de limão”…

O veículo é todo pintado de verde e leva imagens aumentadas do produto nas portas e capô. Basta um olhar minimamente atento para perceber a classificação indicativa: são doces à base de maconha.

Além dos pirulitos, há brownies e cookies, que já estavam esgotados quando a Folha encontrou um dos carros no West Village, região badalada da cidade nesta semana.

A empresa Weed World Candy (mundo doce da maconha) existe há quase uma década. Tem cerca de 20 vans espalhadas pelos Estados Unidos que distribuem produtos feitos com a droga.

Em seu site, afirma que o negócio respeita a legislação de todos os Estados americanos e do país.

Mas o vendedor que dirigia a van disse que, nos cinco anos em que está na função, foi preso quase uma dezena de vezes, sempre por não mais de 12 horas.

“É o tempo de os policiais perceberem que a atividade não é ilegal”, diz.

A persistência no emprego se deve ao “amor à maconha”, explica, com um sorriso discreto e meias e bermuda estampadas com a imagem da planta.

Os Estados do sul do país são os mais refratários à comercialização de produtos à base da droga, constatou o vendedor.

Segundo o site de notícias Al.com, do Alabama, dois homens da região foram presos em abril em Nova Orleans vendendo produtos da Weed World Candy.

O site informa que a empresa faz parte de um movimento pela legalização da maconha, mas que os produtos não contêm THC, substância psicoativa da erva.

O vendedor de Nova York informou o contrário. Segundo ele, depois de 20 minutos, a pessoa que ingere o produto começa a sentir alteração, que se estende por 40 minutos.

Um homem e uma mulher que consumiam o produto na calçada disseram que tinha muito açúcar na composição e que não sentiram efeito expressivo.

A reportagem não os localizou 20 minutos depois para verificar se houve, ou não, alguma alteração.

Leia a reportagem original clicando aqui

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