Falta maconha no Uruguai

Desde que começaram as vendas nas farmácias, a demanda está muita maior que a oferta de cannabis no país.



O Uruguai não esperava a adesão em massa dos usuários desde que começou a vender cannabis nas farmácias, em julho. Muitos estabelecimentos ficam sem nenhum grama de maconha por dias.  Isso porque a demanda dos usuários é maior do que a oferta, e o sistema de produção e distribuição ainda é insuficiente.

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Para evitar confusão, as farmácias adotaram o Whatsapp para avisar aos usuários cadastrados quando chega cannabis no estabelecimento. Quando chega, logo uma filha enorme se forma na porta das farmácias. E, quem chega atrasado, muitas vezes não consegue comprar.

São mais de 15 mil cadastrados para apenas 12 pontos de venda no país todo. Como o processo ainda está em fase inicial, a distribuição da droga não está dimensionada para a demanda.

Duas empresas foram aprovadas na licitação para a produção da erva. Elas precisam trabalhar em um espaço monitorado por um técnicos do governo e de outras instituições, garantindo as regras especificadas para a segurança dos produtos. As levas precisam sair de 15 em 15 dias para os 12 pontos de venda – o que leva tempo de transporte. As farmácias podem ficar com o limite de até 2 kg em estoque, uma medida para garantir a segurança.

Com a alta demanda, os estabelecimentos ficam algum tempo desabastecidos – principalmente em Montevidéu, onde vivem 55% dos consumidores.

O processo de cultivo para ter um produto padronizado ainda está em aprimoramento. Em outubro e novembro, o Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA, sigla em espanhol) chegou a suspender a distribuição por cerca de três semanas. “Isso se deve à variabilidade que se pode esperar no perfil químico desses cultivos, que, para garantir as condições do produto final, obriga a realizar provas adicionais de laboratório e modificação dos registros junto ao Ministério da Saúde Pública, condições que são necessárias para a distribução”, diz um comunicado do instituto.

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