Grécia na mira do mercado da cannabis medicinal

Investidores do green business pretendem injetar mais de um bilhão de euros na produção de cannabis neste país. Clima é favorável ao cultivo em grande escala.

A Grécia está na mira dos grandes investidores do mercado mundial da maconha. Por causa do seu clima mediterrâneo, com sol em boa parte do ano, o país de Sócrates e Platão poderá também ser o da cannabis nos próximos anos. Além disso, os lucros e arrecadações do green business poderiam ajudar o país contra a grave crise econômica dos últimos anos.

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De acordo com informações divulgadas pelo governo grego, os empresários manifestaram interesse em investir mais de 1,5 bilhão de euros (US$ 1,74 bilhão) em projetos de construção de parques com estufas para cultivo e produção de cannabis. A iniciativa daria à Grécia uma fatia do mercado global que, segundo o governo, poderá valer 200 bilhões de euros nos próximos 10 anos.

Ainda segundo dados do governo, um único campus com 12 a 15 estufas de cannabis poderia gerar 400 empregos, segundo a força-tarefa que prepara um projeto de lei para legalização da maconha medicinal na Grécia. O desemprego no país está acima de 20 por cento desde novembro de 2011, um dos níveis mais elevados da União Europeia.

No entanto, até o momento, tudo pode ser uma grandes especulação. Isso porque a cannabis medicinal ainda não é regularizada na Grécia. Apesar de ter declarado em julho deste ano que o país legalizaria a cannabis medicinal, o governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras ainda planeja apresentar um projeto de lei até o fim do ano. Se aprovado, pode haver tempo suficiente para colheita no próximo verão, segundo a força-tarefa, que atualmente trabalha na preparação da legislação.

No entanto, o cultivo e a venda terão apenas fins medicinais, disse Evangelos Apostolou, ministro do Desenvolvimento Rural e da Alimentação. “Milhares de famílias gregas com integrantes que sofrem de doenças graves como câncer e mal de Parkinson poderão conseguir drogas produzidas aqui, segundo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde.”

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