Maconha não destrói neurônios – ao contrário, os protege

Vários estudos confirmam que os canabinoides também funcionam como neuroprotetores, de acordo com pesquisadores da Universidade Hebraica de Israel.

Os resultados das pesquisas feitas na Universidade Hebraica de Israel, considerada um dos maiores centros de pesquisa de cannabis do mundo, estão quebrando vários tabus sobre a erva, como o de que os canabinoides destroem as células nervosas do cérebro. Além de não ser verdade, os resultados destes estudos mostram exatamente o contrário: a cannabis pode proteger as células de serem mortas por outros agentes do organismo.

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Os estudos explicam que tanto o THC como o CBD também atuam como intensos antioxidantes, que são os principais inimigos do Glutamato, um neurotransmissor excitatório, liberado durante um processo isquêmico (diminuição do fluxo sanguíneo), e que provoca morte de neurônios por excesso de estímulo. Os canabinoides, tanto da planta quanto alguns sintéticos desenvolvidos em laboratórios, inibem a liberação deste transmissor.

A cannabis também ajuda a proteger os neurônios de outra forma. Todos sabemos (se não sabe, aprenda agora) que os canabinoides têm duas origens: aqueles provenientes da planta da cannabis (os phytocannabinoids) e aqueles feitos pelo corpo humano (os canabinoides endógenos). Ambos trabalham no sistema endocanabinoide, uma rede neural encontrada no sistema nervoso central e periférico que regulam funções humanas essenciais.

Pois bem, acredita-se que o canabinoide 2-AG endógeno, ao ser estimulado por um phytocannabinoide, funcione de três maneiras: Reduz o nível de glutamato, diminui os radicais livres, e aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro. Todos estes mecanismos contribuem para limitar o dano celular.

As ações neuroprotetoras do CBD e de outros canabinoides foram estudadas na cultura de neurônios corticais de ratos. As culturas de neurônios corticais de rato foram expostas a níveis tóxicos de glutamato. A sobreprodução excitatória de neurotransmissores de glutamato torna-se tóxico e mata neurônios. CBD e THC encontrados na cannabis bloqueiam essa superprodução de forma que a toxicidade do glutamato é reduzida.

2 comentários em “Maconha não destrói neurônios – ao contrário, os protege

  • 29 de janeiro de 2017 em 16:18
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    Vocês têm o artigo na integra dos pesquisadores?

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    • 30 de janeiro de 2017 em 17:47
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      Confira os links da reportagem. Abraços.

      Resposta

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