Nos EUA, 4% das gestantes usam cannabis contra dores e depressão

Governo alerta sobre riscos que o consumo de maconha pode trazer às futuras mães. Mas, cientificamente, ainda há controvérsias.

De acordo com informações divulgadas recentemente em boletim do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, uma pesquisa revelou que uma a cada 25 mulheres usam cannabis na gravidez. Isso representa 4% das gestantes de todo o país. Os motivos seriam para combater enjoos e depressão que surgem neste período. Por conta deste número tão relevante, o governo faz uma espécie de cartilha virtual, mostrando os possíveis riscos que podem oferecer o consumo de cannabis durante a gestação.

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No entanto, as mães que consumiram cannabis neste período, e que até hoje nunca esconderam seu consumo para seus filhos, contestam estes resultados. Recente reportagem do portal UOL relata o caso de algumas mães que usaram cannabis na gestação.

Como foi o caso de J.T., de 24 anos, que usou cannabis para combater a insônia que a perturbava nos primeiros meses da gestação. “Passei a fumar antes de dormir, quando me sentia enjoada ou sem vontade alguma de comer. Um trago apenas já trazia um enorme alívio”, conta ela, que vê na cannabis um propósito terapêutico.

No começo do ano, o New York Times também fez uma reportagem relatando o caso de várias mães que usaram/usam cannabis no dia a dia, sem apontar danos aos seus filhos, mesmo com as ressalvas feitas pelos órgãos de Saúde dos EUA. A reportagem ainda cita pequeno estudo feito na Jamaica que seguiu grávidas que fumavam maconha, mas que não usavam tabaco nem álcool. Os pesquisadores descobriram que os bebês expostos no útero ao THC eram mais alertas e tinham uma maior predisposição de se regular aos 30 dias de idade do que aqueles cujas mães não haviam usado a erva.

A Macô entende que nem todos os resultados sobre consumo de cannabis serão positivos. Mas gostaria de um comparativo sobre os impactos à saúde que também oferecem os remédios “tradicionais” receitados às gestantes. Como, no uso social, se compara os efeitos negativos da maconha com os do álcool e tabaco. E, claro, gostaríamos de mais pesquisas sobre o assunto tão fundamental que atinge diretamente à visão das usuárias na sociedade, sendo mães ou não.

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